A crise atingirá os concursos públicos?

Continuar estudando pode ser o diferencial de muitos candidatos

Os concurseiros de plantão podem estar preocupados com os rumores de falta de concursos públicos para o ano de 2015, por causa do corte da planilha de orçamentos da união. O primeiro sinal de que as contas estavam sendo “enxugadas” foi o atraso na divulgação de alguns editais previstos para o começo do ano. Esses atrasos vem tirando o sono de muitos concurseiros e começaram pelo atraso na votação para o orçamento da união, ainda em processo final de análise no congresso.

Mas o cenário não é tão pessimista. Segundo Gladstone Felippo, professor do Universo do Concurso (RJ), os concursos públicos continuarão a acontecer ao longo do ano de 2015, mas a previsão é uma diminuição ao longo do primeiro semestre de 2015, dimiuição esta, que deve diminuir já no começo do segundo semestre do ano.

Outros especialistas já apostam em um cenário otimista no segundo trimestre do ano, onde as verbas destinadas para os concursos deverão ser liberadas. A boa notícia é que os concursos já autorizados, ou em andamento, não serão atingidos de forma alguma e continuarão seus processos até o final.

A necessidade de realização de concursos em algumas áreas é grande, e mesmo com a redução ou corte no orçamento, as provas deverão ser realizadas em breve, porém com um número menor de vagas.

Por isso, a dica é não parar de estudar e manter o ritmo dos estudos, para que a chamada para um edital não venha como surpresa negativa.

Ter foco e traçar uma boa rotina de estudos, mesmo em meio à crise, pode ser o diferencial entre a aprovação  e a reprovação. Talvez esse cenário pessimista seja o diferencial para alguns candidatos, que continuarão se preparando mesmo em meio aos piores rumores. Esses rumores devem ser encarados como uma excelente oportunidade para se aprofundar nos estudos e passar a frente de seus concorrentes.

Por Patrícia Generoso

TJ-GO determina convocação de aprovados em concurso da PM

Procuradoria Geral do Estado anunciou que irá recorrer a essa determinação do Tribunal de Justiça.

O Tribunal de Justiça de Goiás recusou a solicitação feita pelo governo estadual e decidiu que os candidatos que foram selecionados na modalidade de cadastro reserva no processo seletivo da Polícia Militar que ocorreu no ano e 2012, devem ser aceitos nos respectivos cargos que estão em falta no órgão. No entanto, a Procuradoria Geral do Estado anunciou que irá recorrer a essa determinação do Tribunal de Justiça.

Essa decisão foi tomada de modo unânime através dos votos dos magistrados do Tribunal. Por conta do Governo ter declarado no recurso que não havia dinheiro suficiente para empossar os concursados, o desembargador Gerson Santana Cintra decidiu que o Governo deve convocar os selecionados na modalidade de cadastro reserva para satisfazer o dinheiro que foi investido no Simve.

Essa determinação feita pela 3ª Câmara Cível, para que sejam convocados os candidatos selecionados no exame seletivo de 2012, foi estabelecida depois que Supremo Tribunal Federal (STF) avaliou que é inconstitucional fazer contratações de profissionais em regime temporário para atuarem na Polícia Militar.

No ano de 2012, o Governo de Goiás realizou contratações de um número superior a 1,3 mil profissionais para trabalharem no Simve, em uma modalidade que foi estabelecida no quadro de servidores da PM.

Os cargos foram preenchidos por reservistas do Exército, os quais tinham direito a portarem armas para exercerem as atividades da polícia. Os reservistas foram submetidos e um treinamento teórico e prático que durou três meses. A remuneração oferecida na época, consistia em um valor inferior aos rendimentos dos profissionais da PM, nomeados através de concurso público.

No mês de janeiro de 2014, a juíza Suelenita Soares Correia decidiu que os reservistas estavam impedidos de continuar exercendo as atividades da Polícia Militar. E que, para repor o quadro de funcionários da PM, deveria ser convocado os candidatos aprovados no concurso da época. O descumprimento dessa determinação estabelecia uma multa de R$ 20 mil por dia. 

Porém, no mês de fevereiro do mesmo ano, o desembargador Ney Teles de Paula, anulou essa determinação por julgar inconstitucional e permitiu que os reservistas continuassem atuando na Polícia Militar.

Por Felipe Couto de Oliveira